Uma Grande Tragédia (Parte 2)

Lucas 23: 13-56 - Pilatos reuniu os chefes dos sacerdotes, os governantes e o povo, então disse a eles: “Vocês me trouxeram esse homem como alguém que estava incitando as pessoas para uma rebelião. Eu o interroguei e não pude encontrar bases para as acusações que vocês têm contra Ele. Nem Herodes, pois ele nos mandou Ele de volta; como vocês podem ver, Ele não fez nada que mereça a morte. Portanto, irei puni-Lo e então liberá-Lo”.

Então Pilatos reuniu os principais sacerdotes e outros líderes religiosos, juntamente com o povo, e anunciou seu veredicto: "Vocês me trouxeram este homem acusando-o de liderar uma revolta. Eu o interroguei minuciosamente a esse respeito na presença de vocês e vejo que não há nada que o condene. Herodes chegou à mesma conclusão e o enviou de volta a nós. Nada do que ele fez merece a pena de morte. Portanto, ordenarei que seja açoitado e o soltarei". (Era necessário libertar-lhes um prisioneiro durante a festa da Páscoa).

Um grande clamor se levantou da multidão, e a uma só voz gritavam: "Mate-o! Solte-nos Barrabás!". Esse Barrabás estava preso por ter participado de uma revolta em Jerusalém contra o governo e ter cometido assassinato.

Pilatos discutiu com eles, pois desejava soltar Jesus. Eles, porém, continuaram gritando: "Crucifique-o! Crucifique-o!".

Pela terceira vez, ele perguntou: "Por quê? Que crime ele cometeu? Não encontrei motivo para condená-lo à morte. Portanto, ordenarei que seja açoitado e o soltarei".

A multidão gritava cada vez mais alto, exigindo que Jesus fosse crucificado, e seu clamor prevaleceu. Então Pilatos condenou Jesus à morte, conforme exigiam. A pedido deles, libertou Barrabás, o homem preso por revolta e assassinato. Depois, entregou-lhes Jesus para fazerem com ele o que quisessem.

Enquanto levavam Jesus, um homem chamado Simão, de Cirene, vinha do campo. Os soldados o agarraram, puseram a cruz sobre ele e o obrigaram a carregá-la atrás de Jesus. Uma grande multidão os seguia, incluindo muitas mulheres aflitas que choravam por ele. Mas Jesus, dirigindo-se a elas, disse: "Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem por si mesmas e por seus filhos. Pois estão chegando os dias em que dirão: 'Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos e os seios que nunca amamentaram!'.

Suplicarão aos montes: 'Caiam sobre nós!'

e pedirão às colinas: 'Soterrem-nos!'.

Pois, se fazem estas coisas com a árvore verde, o que acontecerá com a árvore seca?".

Dois outros homens, ambos criminosos, foram levados com ele a fim de também serem executados. Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, o pregaram na cruz. Os criminosos também foram crucificados, um à sua direita e outro à sua esquerda. Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem". E os soldados tiraram sortes para dividir entre si as roupas de Jesus.

A multidão observava, e os líderes zombavam. "Salvou os outros, salve a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus", diziam.

Os soldados também zombavam dele, oferecendo-lhe vinagre para beber. Diziam: "Se você é o Rei dos judeus, salve a si mesmo!".

Uma tabuleta presa acima dele dizia: "Este é o Rei dos Judeus".

Um dos criminosos, dependurado ao lado dele, zombava: "Então você é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também!". Mas o outro criminoso o repreendeu: "Você não teme a Deus, nem mesmo ao ser condenado à morte? Nós merecemos morrer por nossos crimes, mas este homem não cometeu mal algum".

Então ele disse: "Jesus, lembre-se de mim quando vier no seu reino".

E Jesus lhe respondeu: "Eu lhe asseguro que hoje você estará comigo no paraíso".

Já era cerca de meio-dia, e a escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde. A luz do sol desapareceu, e a cortina do santuário do templo rasgou-se ao meio. Então Jesus clamou em alta voz: "Pai, em tuas mãos entrego meu espírito!". E, com essas palavras, deu o último suspiro.

Quando o oficial romano que supervisionava a execução viu o que havia acontecido, adorou a Deus e disse: "Sem dúvida este homem era inocente". E, quando toda a multidão que tinha ido assistir à crucificação viu isso, voltou para casa entristecida e batendo no peito. Mas os amigos de Jesus, incluindo as mulheres que o seguiram desde a Galileia, olhavam de longe.

Havia um homem bom e justo chamado José, membro do conselho dos líderes do povo, mas que não tinha concordado com a decisão e os atos dos outros líderes religiosos. Era da cidade de Arimateia, na Judéia, e esperava a vinda do reino de Deus. José foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol de linho e o colocou num túmulo novo, escavado na rocha. Isso aconteceu na sexta-feira à tarde, no dia da preparação, quando o sábado estava para começar.

As mulheres da Galiléia seguiram José e viram o túmulo onde o corpo de Jesus foi colocado. Depois, foram para casa e prepararam especiarias e perfumes para ungir o corpo. No sábado, descansaram, conforme a lei exigia.


Perguntas

  1. À medida que o processo jurídico chega ao fim, porque Jesus foi sentenciado para a morte? Você considera ser um caso justo?
  2. O que este caso mostra sobre os líderes religiosos que prenderam e condenaram Jesus? E o que mostra sobre a autoridade do Império Romano responsável por manter a paz e a justiça na região? Porque você acha que este caso contra Jesus foi lidado desta forma?
  3. O que se destacou na atitude de Jesus ao ser condenado e então crucificado?
  4. Há uma importante conversa entre Jesus e dois criminosos que estavam sendo crucificados com ele. Porque você acha Jesus disse "hoje você estará comigo no paraíso" para o segundo criminoso? O que isto significa? Jesus aparenta estar oferecendo para o criminoso perdão e salvação - você acha que ele merecia?
  5. Porque você acha que o véu do templo foi rasgado em dois?
  6. Depois de ler a história, qual é sua opinião - a morte de Jesus foi uma grande tragédia? Um trágico equívoco?
 

Resumo e Aplicação

  1. Quando começamos a ler a história da morte de Jesus dissemos que ela era o clímax, o momento mais importante da história de Jesus. Por quê? O que a morte de Jesus realiza? Porque você acha que Jesus teve que morrer?

  2. O que isto significa para você?
    A morte de Jesus não foi um acidente. Jesus predisse sua morte, Ele sabia que isto aconteceria pois este foi o propósito de sua vinda à Terra.

Nós começamos este estudo Bíblico olhando para Jesus como um revolucionário, cuja revolução começa em nossos corações. Aprendemos que ele nos transforma de dentro oferecendo perdão: uma segunda chance, um novo começo. Vimos que Jesus quis lidar com o pecado - uma doença que todos nós precisamos cura. Aprendemos sobre o coração quebrantado de Deus e sobre nossa condição como seres humanos, que nós estamos distantes de Deus, que estamos em nosso próprio caminho, e que ele está esperando pelo nosso retorno, como um Pai Amável que espera pelo retorno de seu filho pródigo/perdido.

E agora nós vemos o quão longe Deus estava disposto a ir para que nós tivéssemos paz com ele. Jesus estava disposto a morrer uma terrível e horrível morte por mim e você. Alguém tinha que pagar o débito do pecado. Pecado leva à morte. Distante de Deus nós estamos condenados à morte. Mas Jesus morreu em nosso lugar.

Por isso que a morte de Jesus mudou tudo. Isso muda nossa situação perante Deus. Isto abre o caminho para voltarmos para casa. O véu no templo representava a separação entre o homem e Deus. Quando Jesus morreu o véu foi rasgado em dois, deixando o caminho aberto para que o homem fizesse as pazes com Deus.

Tudo o que precisamos fazer é seguir o exemplo do filho pródigo/perdido, como o criminoso crucificado ao lado de Jesus. Nenhum deles merecia perdão. O criminoso não fez nada para merecer a salvação. Ele não teve tempo para fazer boas obras ou provar que seu coração havia mudado, e mesmo assim Jesus prometeu a ele perdão e vida eterna. Tudo o que precisamos fazer é pedir a Ele, que ele concede perdão e nos dá vida. Vida eterna.